sábado, 27 de agosto de 2011

CRIATIVIDADE



Criatividade é quebrar as regras e soltar suas ideias sem censura ou receio.             Você concorda?

Gostaríamos de saber na sua opinião! O que é criatividade?

Grande abraço.

Giornaletto
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CRIATIVIDADE

Não se trata de um dom, mas sim uma espécie de estilo de vida e modo de encarar as coisas.


É normal ouvir histórias de pessoas que dizem ter tido boas ideias por acidente. E é assim mesmo, a criatividade não tem um endereço conhecido e também nunca se sabe para onde ela está indo. Sem falar que boas ideias podem surgir de qualquer lugar e de qualquer pessoa.

Todo mundo é capaz de ter boas ideias, mas nem todo mundo tem paciência para ouvir sobre a ultima grande aposta que poderia ser feita. Especialmente depois de um fracasso.

A criatividade, talvez, não surge do nada… pode vir de alguém que parece não estar à toa, mas, na verdade, ela é o produto da combinação de muitos fatores imprevisíveis…

Alguns podem acreditar que criatividade nada mais é do que sorte, outros podem pensar que é tudo questão de oportunidade. Só que, para ser sincero, não importa muito, porque se você reunir pessoas e relaxar grandes ideias podem surgir.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O PAI

Todos os dias é o dia dos pais, das mães, das crianças, dos avós, professores... Somos presenteados constantemente com sorrisos, abraços, canções, palavras de carinho, e o maior presente de todos é poder ensinar e aprender, é ver crescer aquele(s) que amamos, é poder estar junto.

Segue aqui nossa homenagem ao DIA DOS PAIS.


Ilustração: Daniel Santiago - O dia-a-dia do meu pai.


O PAI
Rubem Alves


Eu não tinha intenção alguma de escrever sobre o dia dos pais. Mas, de repente, passando os olhos num livro que uma amiga me enviou, encontrei a seguinte afirmação: “Tomar uma decisão de ter um filho é algo que irá mudar sua vida inteira de forma inexorável. Dali para frente, para sempre, o seu coração caminhará por caminhos fora do seu corpo.“

Aí as idéias puseram a se movimentar por conta própria. Pensei na minha condição de pai. É verdade: pai é alguém que, por causa de um filho, tem sua vida inteira mudada de forma inexorável. Isso não é verdadeiro do pai biológico. É fácil demais ser pai biológico. Pai biológico não precisa ter alma. Um pai biológico se faz num momento. Mas há um pai que é um ser da eternidade: aquele cujo coração caminha por caminhos fora do seu corpo. Pulsa, secretamente, no corpo do seu filho (muito embora o filho não saiba disto).

Lembrei-me dos meus sentimentos antigos de pai, diante dos meus filhos adormecidos. Veio-me à mente a imagem de um “ninho“. Bachelard, o pensador mais sensível que conheço, amava os ninhos e escreveu sobre eles. Imaginou que, “para o pássaro, o ninho é indiscutivelmente uma cálida e doce morada. É uma casa de vida: continua a envolver o pássaro que sai do ovo. Para este, o ninho é uma penugem externa antes que a pele nua encontre sua penugem corporal.“ Era isso que eu queria ser. Eu queria ser ninho para os meus filhos pequenos. Queria que meu corpo fosse um ninho-penugem que os protegesse, um ninho que balança mansamente no galho de uma árvore ao ritmo de uma canção de ninar...

Que felicidade enche o coração de um pai quando o filho que ele tem no colo se abandona e adormece! Adormecida, a criança está dizendo: “tudo está bem; não é preciso ter medo“. Deitada adormecida nos braços-ninho do seu pai ela aprende que o universo é um ninho! Não importa que não seja! Não importa que os ninhos estejam todos destinados ao abandono e ao esquecimento! A alma não se alimenta de verdades. Ela se alimenta de fantasias. O ninho é uma fantasia eterna. Jung deveria tê-lo incluído entre os seus arquétipos! “O ninho leva-nos de volta à infância, a uma infância!“ (Bachelard). Aquela cena, a criança adormecida nos braços do pai, nos reconduz à cena de uma criancinha adormecida na estrebaria de Belém! Tudo é paz! Desejaríamos que ela, a cena, não terminasse nunca! Que fosse eterna!

É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de uma criança. É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de um pai. O efêmero e o eterno abraçados num único momento! “Conter o infinito na palma da sua mão e a eternidade em uma hora“: o pai que tem o seu filho adormecido nos seus braços é um poeta! Essas palavras do poeta William Blake bem que poderiam ser suas. Um homem que guarda memórias de ninho na sua alma tem de ser um homem bom. Uma criança que guarda memórias de um ninho em sua alma tem de ser calma!

Mas logo o pequeno pássaro começará a ensaiar seus vôos incertos. Agora não serão mais os braços do pai, arredondados num abraço, que irão definir o espaço do ninho. Os braços do pai terão de se abrir para que o ninho fique maior. E serão os olhos do pai, no espaço que seus braços já não podem conter, que irão marcar os limites do ninho. A criança se sente segura se, de longe, ela vê que os olhos do seu pai a protegem. Olhos também são colos. Olhos também são ninhos. “Não tenha medo. Estou aqui! Estou vendo você“: é isso o que eles dizem, os olhos do pai.

O que a criança deseja não é liberdade. O que ela deseja é excursionar, explorar o espaço desconhecido – desde que seja fácil voltar. Tela de Van Gogh. É um jardim. No lado direito do jardim, mãe e criança que acabam de chegar. Ao lado esquerdo o pai, jardineiro, agachado com os braços estendidos na direção do filho. É preciso que o pai esconda o seu tamanho, que ele esteja agachado para que seus olhos e os olhos do seu filho se contemplem no mesmo nível. A cena é como um acorde suspenso, que pede uma resolução. É certo que o filho largará a mão da mãe e virá correndo para o pai... E a fantasia pinta a cena final de felicidade que o pintor não pode pintar: o pai pegando o filho no colo, os dois rindo de felicidade...

O tempo passa. Os pássaros tímidos aprendem a voar sem medo. Já não necessitam do olhar tranquilizador do pai. É a adolescência. Ser pai de um adolescente nada tem a ver com ser pai de uma criança. Pobre do pai que continua a estender os braços para o filho adolescente, como na tela de Van Gogh! Seus braços ficarão vazios. Como se envergonharia um adolescente se seu pai fizesse isso, na presença dos seus companheiros! É o horror de que os pássaros companheiros de vôo o vejam como um pássaro que gosta de ninho! Adolescente não quer ninho. Adolescente quer asas. Os ninhos, agora, só servem como pontos de partida para vôos em todas as direções. Liberdade, voar, voar... A volta ao ninho é o momento que não se deseja. Porque a vida não está no ninho, está no vôo. Os ninhos se transformam em gaiolas. Se eles procuram os olhos dos pais não é para se certificar de que estão sendo vistos mas para se certificar de que não estão sendo vistos! Aos pais só resta contemplar, impotentes, o vôo dos filhos, sabendo que eles mesmos não podem ir. Nos espaços por onde seus filhos voam os ninhos são proibidos. Mas eles terão de voltar ao ninho, mesmo contra a vontade. E o pai se tranquiliza e pode finalmente dormir ao ouvir, de madrugada, o barulho da chave na porta: “Ele voltou...“

Mas chega o momento quando os filhos partem para não mais voltar.

Através da minha janela vejo um ninho que rolinhas construíram nas folhas de uma palmeira. A pombinha está chocando seus ovos. Vejo sua cabecinha aparecendo fora do ninho. Mas numa outra folha da mesma palmeira há um outro ninho, abandonado. Esse é o destino dos ninhos, de todos os ninhos: o abandono.

Gibran Khalil Gibran escreveu, no seu livro O Profeta, um texto dedicado aos filhos. Não sei de cor suas precisas palavras. Mas vou tentar reconstrui-las. É aos pais que ele se dirige. “Vossos filhos não são vossos filhos. Vossos filhos são flechas. Vós sois o arco que dispara a flecha. Disparadas as flechas elas voam para longe do arco. E o arco fica só.“

Esse é o destino dos pais: a solidão. Não é solidão de abandono. E nem a solidão de ficar sozinho. É a solidão de ninho que não é mais ninho. E está certo. Os ninhos deixam de ser ninhos porque outros ninhos vão ser construídos. Os filhos partem para construir seus próprios ninhos e é a esses ninhos que eles deverão retornar.

Assim é na natureza. Assim é com os bichos. Deveria ser conosco também. Mas não é. Quem é pai tem o coração fora de lugar, coração que caminha, para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. Caminha, clandestino, no corpo do filho. Dito pela Adélia: “Pior inferno é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele.“ Dito pelo Vinícius, escrevendo ao filho: “Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua...“

Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora.

Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.

Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira...

Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo...


APERITIVOS

1. “É sábio respirar pelo nariz. Quem respira pelo nariz mantém a boca fechada.“

2. Os ipês brancos começaram a florir. Trate de vê-los logo porque são frágeis e efêmeros.

3. FEIJÕEZINHOS: Recebi, do Vinícius Castilho Pereira (Minas Gerais) um e-mail em que ele relatava: “Li seu texto A Horta e na terça seguinte me aconteceu algo relacionado a ele: Minha filha, de 4 aninhos, plantou no fundo do quintal da casa dela um pezinho de feijão. Todos os dias ela me leva lá para averiguarmos o tanto que cresceu a plantinha. Para provocá-la perguntei a ela quando faríamos uma feijoada com os feijõezinhos que nascerem, ela me respondeu indignada que ninguém comeria os ‘filhinhos‘ da planta dela, eu argumentei que todos aqueles feijões que comemos todos os dias também vêm de plantas como aquela, ao que ela me respondeu com um ar cheio de razão: - Mas pai, aposto que não são plantas de menininhas! Um grande abraço das Minas Gerais para você!“

4. CENTRO CORSINI: Está criando um espaço educacional dedicado a crianças e adolescentes que sejam vítimas diretas ou indiretas da AIDS. Você não teria vontade de dar uma mãozinha a essas crianças e adolescentes? Doe livros! Doe material de arte! Doe brinquedos! Doe material de construção! Doe trabalho! Passe um dia lá, trabalhando! Vai lhe fazer bem! Informações: 19 – 32566344.

(Correio Popular, Caderno C, 12/08/2001)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

TRANQUILIDADE E CRIATIVIDADE


Havia uma cachorrinha de nome Niquinha. A dona dela levou-a para passear na floresta. Ela se afastou da sua dona e foi para o mato e começou a comer um osso. De repente, ela percebeu que uma onça se aproximava para devorá-la. Ela fingiu que não viu e quando a onça estava perto falou para a onça ouvir: que onça gostosa acabei de comer. Agora vou matar outra. A onça, ao ouvir isto, ficou apavorada e foi embora.
Um macaco que estava no alto de uma árvore tudo viu e ficou com muita inveja da cachorrinha. Disse: Essa não! Eu pensava que era o animal mais esperto e agora vejo que essa cachorrinha é mais esperta que eu. Vou dar um jeito. Comportou-se literalmente como "amigo da onça". Saiu correndo atrás da onça e falou para ela que fora enganada pela cachorrinha Niquinha. Quando a Niquinha percebeu, a onça estava voltando com o macaco montado nela. Fingiu novamente que não viu e ficou de costa. Quando viu que a onça estava perto falou alto: Cadê esse macaco que foi buscar outra onça para eu matar e comer que não chega?
Ouvindo isso e sentindo-se enganada, a onça ficou uma fera com o macaco e o matou e o comeu.
E a Niquinha fugiu, voltando para os braços da sua dona.


Conclusão:
1) Diante do perigo é necessário ter tranqüilidade e criatividade. Com tranquilidade
(controle emocional) procurar uma saída criativa;

2) O invejoso quer ser esperto, mas, termina por se dar mal!


Fábula adaptada por Luciano M. Castelo

O DESENHO INFANTIL


O desenho infantil é um dos aspéctos mais importantes para o desenvolvimento integral do indivíduo e constitui-se num elemento mediador de conhecimento e auto conhecimento.A partir do desenho a criança organiza informações processa experiências vividas e pensadas, revela o seu aprendizado e pode desenvolver sua coordenação motora e o seu estilo de representação singular do mundo!

* Os desenhos e os diálogos publicados nesta reportagem são de crianças de 3 a 5 anos da Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

O desenho é espontâneo ou é fruto da cultura?

Entre os principais estudiosos, há os que defendem que o desenho é espontâneo e o contato com a cultura visual empobrece as produções, até que a criança se convence de que não sabe desenhar e para de fazê-lo. E há aqueles que depositam justamente no seu repertório visual o desenvolvimento do desenho. Nas discussões atuais, domina a segunda posição. "A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural", diz Rosa Iavelberg.

Detalhes da figura humana, noções de perspectiva e realismo visual são elementos da evolução do desenho.
Essa perspectiva não admite o empobrecimento do desenho infantil, mas entende que a criança reconhece a forma de representar graficamente sua cultura e deseja aprendê-la. Assim, cai por terra o mito de que ela se afasta dessa prática quando se alfabetiza. "O desenho é uma forma de linguagem que tem seus próprios códigos", diz Mirian Celeste Martins. "Para se aproximar do que ele expressa, é preciso fazer uma escuta atenta enquanto ele é produzido." Para Mirian, a relação entre a aquisição da escrita e a diminuição do desenho ocorre porque a escola dá pouco espaço a este quando a criança se alfabetiza - algo a ser repensado em defesa de nossos desenhistas.

Fonte: Revista Escola - Ed. Abril

segunda-feira, 18 de julho de 2011

WORKSHOP DE DESIGN DE MODA COM ALEXANDRE DOS ANJOS

Atibaia oferece, nos dias 20 e 27 de Agosto, curso exclusivo com estilista da marca Ellus.


Nos dias 20 e 27 de Agosto (sábados), a Escola de Desenho e Artes Gráficas Giornaletto de Atibaia, promove o Workshop de “DESIGN DE MODA com Alexandre dos Anjos”. Trata-se de um curso extremamente focado e exclusivo, com 12 horas totais de duração, com o designer da renomada grife Ellus. 
Formado pela Faculdade Santa Marcelina em Desenho de Moda, Alexandre participou em Dezembro do último ano do tradicional desfile de formatura e Fórum de Moda da instituição, responsável por lançar novas apostas no mercado de moda. Entre os 11 desfiles da noite, sua coleção, com trabalho em couro baseado em selas de cavalo, foi a grande vencedora da noite e provou seu potencial para ser incorporado à Ellus. 

No conteúdo programático do curso, Alexandre passará por temas como referências pessoais e o dia-a-dia de um estilista , a diferença entre o desenho de moda e a ilustração de moda, estilistas nacionais e internacionais, além de bases de desenho de corpo (feminino, masculino e infantil) e desenhos de observação com caimentos de tecido. 
Haverá também o trabalho pessoal, com foco na escolha individual de tema; painel semântico; objetos de referência e estudo de forma; briefing; rascunho e rascunho artefinalizado; cartela de cor e escolha de material. Outros temas como ficha técnica; escolha de aviamentos e modelagem; corte e custura, aplicação dos aviamentos; casting  maquiagem; passarela e trilha também serão abordados, embora com menos ênfase e dando maior espaço para a criação. 

As matrículas para o Workshop podem ser feitas até o dia 13 de Agosto.

A Giornaletto 
Inovando no ensino de desenho e ilustração na região bragantina, a Giornaletto oferece os mais diversos cursos, tais como Desenho Artístico, Desenho de Moda, Ilustração Publicitária, história em Quadrinhos, Cartoon, Mangá e Desenho para Crianças. 
Com atenção exclusiva ao perfil do aluno e seus interesses, trabalha-se o desenho como carreira, hobby ou mesmo desenvolvimento pessoal. 

Serviço:
Giornaletto – Escola de Desenho e Artes Gráficas
Al. Araraquara, 68 B – Jardim do Lago – Atibaia – SP
Tel.: (11) 2427-1790 / 2427-1791
Segunda a sexta das 9h às 19h – Sábados das 9h às 13h