quinta-feira, 9 de junho de 2011

EDINEURA E SUA TURMA

Siga em nosso blog as tirinhas de Edineura e sua turma, criada especialmente para ilustrar a  sessão de passatempos da Revista Bemviver.
Para aqueles que ainda não viram, estamos postando as tirinhas que foram publicadas nas duas últimas edições da revista. 
Novas histórinhas estão por vir. Aguarde!









terça-feira, 31 de maio de 2011

O DESENHO DE MODA

O desenho surge primeiro, em forma de esboços e propostas, também chamados de "croquis". Erros e acertos são inevitáveis, e nesse acertar e errar, uma infinidade de folhas de papel são usadas. Além disso, quando tal idéia surge, é necessário logo pensar nos adereços a serem usados, tais como, enfeites, bordados, cortes e modelos diferentes.

Para se dar início a este longo processo, podemos e devemos nos basear em revistas de moda, tais como Estilo, Elle, Vogue, Manequim, Moda Cláudia e Noivas entre outras. Tais revistas, são o maior exemplo de como o desenho é usado antes do processo de criação que uma roupa deve passar, e logo esta transformar-se me moda.

Inúmeras propostas e desenhos devem ser elaborados. Desenhar uma roupa, é diferente de se desenhar um objeto ou uma paisagem. Nada pode ser muito imaginário, nem tudo pode ser surreal e extravagante, pois quando o desenho sair do papel para o tecido, erros poderão ser detectados e com isso a roupa por final não terá um conceito e uma proposta.

Aprender a distinguir corretamente as formas, proporções, cores, textura, movimento, expressões e simplicidade das linhas conduzindo a um estudo profundo da anatomia humana, todos esses processos, deveríamos fazer. Desenvolver a técnica do traçado da anatomia, despertar a sensibilidade de expressar e buscar sempre um bom visual (estética do trabalho).

Com isso, fortalecemos a flexibilidade nos traços do desenho de moda. Desenvolvemos as técnicas que ajudam a expressão de um estilo. Desenvolvemos a capacidade de descriminar os estímulos visuais a fim de se obter nitidez e expressão na forma e no caimento dos tecidos. Reproduzimos a percepção de transparência com os materiais citados, transmitindo, soluções visuais leves, elegantes e sutis. Desenvolvemos a simplicidade das linhas criamos uma manifestação visual havendo compreensão imediata em harmonia e equilíbrio, aprendendo sempre com o movimento da anatomia humana.


Base do Croqui e suas divisões.
O croqui de moda tem como regra de altura 10 x à cabeça, já figura humana normal usa 8 x a medida da cabeça. 









Fonte: O DESENHO COMO ELEMENTO GRÁFICO NA CRIAÇÃO DA ROUPA - GIOVANI SIQUEIRA MONTEIRO

terça-feira, 24 de maio de 2011

COMEÇANDO A DESENHAR

Podemos desenhar praticamente qualquer coisa a partir das 4 formas geométricas básicas, o círculo, o quadrado, o triângulo e o cilindro. 






Dessas formas básicas, podemos criar diversas derivadas de cada uma delas.





Treine bastante, esse é o verdadeiro caminho do sucesso. Para aperfeiçoar o traço, treine fazendo rabiscos circulares e retos.


Com estes rabiscos, os traços a mão livre ficarão cada vez mais fáceis e rápidos. A partir destes simples traços, você poderá desenhar outras formas e criar os mais variados desenhos. Veja só alguns exemplos abaixo:


Agora é só botar a cuca pra criar, use e abuse da sua imaginação.





terça-feira, 17 de maio de 2011

AS CORES


É importante para o designer gráfico, ilustrador, diagramador ou qualquer profissional que lide com a comunicação visual ter bastante conhecimento do uso das cores para se sentir seguro na sua utilização.

Cada cor tem uma associação. Mas é importante lembrar que isto varia de cultura para cultura e também com a relação de experiência que cada pessoa têm com cada cor.
Branco, por exemplo: Desejo de perfeição, de conhecimento integral, moral, pureza, integridade, castidade. Em decoração produz contraste, dá maior luminosidade aos ambientes. 


Preto: Mistério, desejos secretos, protesto, sombra, obscuridade, conflitos, mudanças de estado. Em decoração ambiental ocasiona contrastes e realça cores quentes. Propicia elegância em quantidade equilibrada. 


Cinza: Estado de alma duvidoso e neutro, medo, desânimo, negação da realidade, repressão das necessidades afetivas, convenções, formalidade, boa organização, persistência, precaução, compromisso, busca de equilíbrio, dedicação ao trabalho. Em decoração deve ser usado como detalhe para realçar outras cores. Em roupas demonstra a necessidade de formalidade, impessoalidade e formalismo. 


Marrom: Necessidade de conforto, de segurança, de concentração e aquisição de conhecimento, trabalho cotidiano monótono, realismo, materialismo e desejo de dominar. 


Vermelho: Extroversão, impulsividade, vigorosidade, vitalidade, natureza ativa, paixão, excitação, vontade, coragem, heroísmo, agressividade, gosto pelo perigo e pelo poder, ambição e materialismo. Em cromoterapia é indicado contra depressão, estimula os nervos e a circulação sanguínea. 


Laranja: Excitação, alegria, divertimento, gosto pela vida social intensa, saúde, materialismo, vida mundana, egoísmo, orgulho, obstinação, vitalidade física, atividade intelectual, ambição, pensamento, ação, entusiasmo, juventude. Em cromoterapia é indicado para fortalecer o sistema respiratório, o aparelho digestivo e o tônus sexual. Em roupas, melhora o astral.
Amarelo: Intelectualidade , criatividade, uso da mente, sabedoria, expansividade, alegria, felicidade e auto-satisfação. Em decoração possui ótima influência psicológica, propiciando luminosidade, relaxamento e alegria nos ambientes. Em cromoterapia é indicado para o sistema nervoso. Em roupas é indicado para estimular o cérebro e ativar a memoria. 


Azul: Sociabilidade, confiabilidade, integridade, bondade, constância, calma, compaixão, serenidade, sobriedade, idealismo, dignidade, honestidade, afetividade, sentimentalismo, cautela. Em decoração propicia paz, relaxamento, descanso, repouso e harmonia. Em cromoterapia é indicado para acalmar o sistema nervoso. Favorece a meditação. 


Verde: Espírito comunitário, franqueza, discrição, modéstia, paciência, adaptabilidade, versatilidade, equilíbrio, diplomacia, simpatia, frieza, desinteresse. Em decoração propicia relaxamento e reduz a tensão. Em cromoterapia contribui contra perturbações emocionais. 


Rosa: Timidez, doçura, romance, gentileza, bondade. Representa a necessidade de afeto e de segurança. Indica período de regeneração. 


Violeta: Busca de valores espirituais, mente livre de preconceitos, espiritualidade, saudade, dignidade, suntuosidade. Em cromoterapia acalma o coração e fortalece defesas. Diminui angústias e medos.


Verde azulado: Cor do ego. Reflete sofisticação, narcisismo, meticulosidade, necessidade de auto-afirmação, de equilíbrio e de afeição. Materialismo. 

Não existe uma norma para determinar a utilização da cor, porém os conceitos sensitivos transmitidos em relação a alegria, tristeza, seriedade, agitação, movimento etc. produzem uma reação que deve ser perseguida quando elaboramos um projeto qualquer. 


Cores quentes: vermelho, amarelo e laranja. Estimulam, agitam e aumentam a circulação sangüínea.
Cores frias: verde, azul e violeta. Acalmam, esfriam e tranquilizam.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

SUPERMÃES

Gosto bastante de super-heróis bem brasileiros, e essa heroína do Ziraldo é diferente de tudo que já se fez, uma heroína comum, que poderia ser a mãe de todos nós ou qualquer um de nós. 

Veja o que o Ziraldo já falou da Supermãe:
"Criei um montão de personagens, mas sou mesmo parecido é com a Supermãe, com certeza! Eu sou a verdadeira Supermãe, tenho muito dela ou ela de mim, como preferir."
Ela não é exatamente uma heroína, mas é aquela mãe zelosa e ocupada, sabe aquela mãe do tipo que nunca deixa de recomendar o guarda-chuva ao filho, mesmo que esteja sol? Ou então aquela que fala pro filho levar o agasalho, mesmo numa noite estrelada? Que tem ciúmes da namorada do filho? 

Viva todas as mães do Brasil! Você já deu um beijo na sua mãe hoje?



Ziraldo criou a personagem "Supermãe" na década de 1960. 

Mãe


Mãe é coisa de tal forma portentosa, e de tão subida força, que um pouco é preciso denegri-la, pichá-la, para poder perdê-la. O curioso e dramático, na dialética da relação mãe-filho, é que o filho, para poder ganhar-se, enquanto sujeito humano autônomo, dono do próprio nariz, precisa criar uma distância respeitável, que o separe da mãe. Isto significa que o filho, para ter a mãe, saudavelmente, necessita perdê-la. O mesmo ocorre com a figura materna, na sua relação com o filho. Ter o filho, enquanto pessoa, centrado na própria liberdade, é abrir mão dele, é consentir na sua existência, como inventor de caminhos.
Mãe e filho se perdem para ganhar-se, e se ganham perdendo-se. É esta a contradição geradora da inevitável ambivalência que caracteriza a relação de mãe e filho, nos dois sentidos. Há um luto e uma perda a elaborar, no diálogo entre ambos. Há o tempo que passa, e a nostalgia incurável que dele roreja — pois o tempo não volta nunca. Há, por fim, um progressivo e doloroso reconhecimento de imperfeições, perdas e danos: a mãe, com o tempo, se torna menor, na medida que o filho cresce, até que mãe e filho passam a ser do mesmo tamanho — ambos se tornam maiores.